Foi notícia dos últimos dias o facto da China tratar com choques eléctricos de baixa voltagem os doentes de "Vicio de Internet". A prática supostamente baseia-se em técnicas medicinais tradicionais e é praticada em alguns hospitais militares.
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1432433-EI4802,00.html
Mais do que a estranheza do método o que é verdadeiramente espantoso é a China estimar que 14,1 % dos seus adolescentes padecem desta doença.
Nós por cá continuamos a nossa batalha contra a info-exclusão mas será importante não perder de vista que a Internet e a utilização do computador não devem ser inimigos da socialização, da prática desportiva e de outras formas saudáveis de passar o tempo. Como em tudo na nossa vida, também nesta questão o segredo está no equilíbrio e na racionalidade.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O computador pessoal no ensino
Em 1996 quando dava aulas no Ensino Secundário era comum as turmas com 20 alunos e 5 ou 6 computadores. As aulas eram obviamente teorizadas e a utilização do computador era pouco mais do que um palco de experiências onde um ou dois alunos exemplificavam e os outros olhavam. Ainda assim era possível obter alguns resultados.As coisas tem vindo a mudar, hoje a preponderância é do "learn by doing" em todos os sistemas de ensino, a juntar a isto o computador tem vindo a tornar-se mais pessoal. A personalização do sistema operativo, do email, do messenger e a utilização de outras ferramentas, torna muito importante a existência de um computador para cada formando/aluno. Das experiências que tenho não tenho dúvidas em afirmar que o facto de um formando/aluno ter que partilhar o computador com um colega constitui à partida um factor de dificuldade e atraso no seu processo formativo.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
A iniciativa E-Oportunidades
Envolta num folclore claramente dispensável a iniciativa e-oportunidades que prevê a distribuição de computadores portáteis pelas escolas e pelos centros de formação é claramente uma das mais marcantes medidas previstas no plano tecnológico deste governo.
Não será decerto uma receita miraculosa, nem a panaceia de todos os males que afectam a nossa educação, mas poderá servir de motor de arranque para muitos projectos e iniciativas. Ao aumentar o número de computadores e de utilizadores com acesso à Internet, cria-se uma fantástica janela de oportunidade que poderá e deverá ser muito bem aproveitado.
O senão desta medida é que parece ter sido tomada à pressa, sem os necessários estudos e fundamentação. Exemplos disto as operadoras envolvidas foram apanhadas de surpresa, nesta altura só a TMN é que se encontra preparada para responder à iniciativa. Em muitas escolas secundárias não existe informação para prestar aos alunos ou simplesmente os códigos de activação necessário a efectivação dos pedidos dos computadores.
Por último um assunto que me toca de forma próxima, na formação foram incluídos os formandos da Iniciativa Novas Oportunidades mas para já foram esquecidos os formandos dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA). Estes formandos EFA frequentam cursos de longa duração (12 a 18 meses) e as TIC são um dos vértices principais da sua aprendizagem. Como muitos deles se encontram desempregados e derivam de agregados familiares com situações muito difíceis, seriam dos que mais teriam a ganhar com a aquisição em condições facilitadas de computadores portáteis.
Como formador TIC destes cursos, fico triste com este esquecimento por parte das autoridades competentes e fico com a sensação que isto se deve à falta de marketing deste ramo da formação em contraponto com o marketing fortíssimo da Iniciativa Novas Oportunidades. Vamos aguardar...
Não será decerto uma receita miraculosa, nem a panaceia de todos os males que afectam a nossa educação, mas poderá servir de motor de arranque para muitos projectos e iniciativas. Ao aumentar o número de computadores e de utilizadores com acesso à Internet, cria-se uma fantástica janela de oportunidade que poderá e deverá ser muito bem aproveitado.
O senão desta medida é que parece ter sido tomada à pressa, sem os necessários estudos e fundamentação. Exemplos disto as operadoras envolvidas foram apanhadas de surpresa, nesta altura só a TMN é que se encontra preparada para responder à iniciativa. Em muitas escolas secundárias não existe informação para prestar aos alunos ou simplesmente os códigos de activação necessário a efectivação dos pedidos dos computadores.
Por último um assunto que me toca de forma próxima, na formação foram incluídos os formandos da Iniciativa Novas Oportunidades mas para já foram esquecidos os formandos dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA). Estes formandos EFA frequentam cursos de longa duração (12 a 18 meses) e as TIC são um dos vértices principais da sua aprendizagem. Como muitos deles se encontram desempregados e derivam de agregados familiares com situações muito difíceis, seriam dos que mais teriam a ganhar com a aquisição em condições facilitadas de computadores portáteis.
Como formador TIC destes cursos, fico triste com este esquecimento por parte das autoridades competentes e fico com a sensação que isto se deve à falta de marketing deste ramo da formação em contraponto com o marketing fortíssimo da Iniciativa Novas Oportunidades. Vamos aguardar...
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