quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A iniciativa E-Oportunidades

Envolta num folclore claramente dispensável a iniciativa e-oportunidades que prevê a distribuição de computadores portáteis pelas escolas e pelos centros de formação é claramente uma das mais marcantes medidas previstas no plano tecnológico deste governo.

Não será decerto uma receita miraculosa, nem a panaceia de todos os males que afectam a nossa educação, mas poderá servir de motor de arranque para muitos projectos e iniciativas. Ao aumentar o número de computadores e de utilizadores com acesso à Internet, cria-se uma fantástica janela de oportunidade que poderá e deverá ser muito bem aproveitado.

O senão desta medida é que parece ter sido tomada à pressa, sem os necessários estudos e fundamentação. Exemplos disto as operadoras envolvidas foram apanhadas de surpresa, nesta altura só a TMN é que se encontra preparada para responder à iniciativa. Em muitas escolas secundárias não existe informação para prestar aos alunos ou simplesmente os códigos de activação necessário a efectivação dos pedidos dos computadores.

Por último um assunto que me toca de forma próxima, na formação foram incluídos os formandos da Iniciativa Novas Oportunidades mas para já foram esquecidos os formandos dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA). Estes formandos EFA frequentam cursos de longa duração (12 a 18 meses) e as TIC são um dos vértices principais da sua aprendizagem. Como muitos deles se encontram desempregados e derivam de agregados familiares com situações muito difíceis, seriam dos que mais teriam a ganhar com a aquisição em condições facilitadas de computadores portáteis.

Como formador TIC destes cursos, fico triste com este esquecimento por parte das autoridades competentes e fico com a sensação que isto se deve à falta de marketing deste ramo da formação em contraponto com o marketing fortíssimo da Iniciativa Novas Oportunidades. Vamos aguardar...

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